segunda-feira, 19 de julho de 2010

Domingo no parque

Ontem estava no auge do meu mal humor (só pra variar!) e decidi que iria lá pro parque do Ibirapuera sozinha para encostar em uma árvore e ler um livro sem que ninguém pudesse me atrapalhar. Não imaginei lugar melhor que um parque para encontrar uns momentos de paz.
Coloquei uma calça jeans, tênis e blusa de moletom e fui para o meu passeio de domingo.
Cheguei lá por volta das 13:30, comi uma porcaria qualquer e fui em busca de um lugar bom para sentar. Logo avistei uma árvore pequena pertinho do lago e por sorte por perto não tinha nenhuma criança remelenta gritando, nenhum casal se comendo e nenhum pato (ou seja lá o que for aquelas aves que ficam no lago) fazendo cocô por lá. Enfim, era o lugar perfeito!

Sentei bem bonitinha e tentei me concentrar no livro de quase 600 paginas. Digo tentei porque quem me conhece sabe que eu tenho um problema absurdo de concentração.

Quando estava começando a engatar a leitura, passa um "senhor" e me fala – “Caramba, pra lê isso ai tudo tem que gostar de ler, né?”. Tive vontade de responder muitas coisas naquele momento, mas achei que ele poderia se ofender com a quantidade de nomes feios que vieram na minha cabeça. Ele sentiu a vibração do meu humor só pelo olhar que eu lancei pra ele, não insistiu naquela nova “amizade”e seguiu seu caminho.
Me ajeitei novamente embaixo da árvore comecei a me empolgar com a minha leitura. Já se passavam mais de 40 minutos e percebi que alguém me olhava. Olhei para o lado e realmente tinha mais de 8 japoneses me fotografando. Mas meus Deus, o que era aquilo??? Uma invasão??... Quando eles passaram por mim me olhando e conversando entre si pensei em perguntar, mas descobri que não sei uma palavra sequer em japonês. Eles foram embora animados e falando alto sabe-se lá do que ou de quem.

Depois de ficar olhando para os lados por alguns minutos e ter certeza de que nenhum japonês iria me atacar voltei a ler o livro. Passou um tempão, a leitura estava agradável, o tempo estava agradável e até eu estava me sentindo mais agradável... Nesse momento sinto que tinha gente novamente me observando. Olho rápido para o lado morrendo de medo de um ataque dos japoneses e vejo um fotografo mirando a câmera dele para mim e quando viu que eu olhei me falou: “Finge que eu nem estou aqui, fica bem a vontade do jeito que estava”. COMO ASSIM??? Desde quando a gente fica a vontade com estranhos nos fotografando??? Ele passou por mim, disse que eu tinha ficado muito bem NAS FOTOS (quantas fotos será que aquele estranho tirou de mim, meu Deus!?!), me desejou uma boa leitura e foi embora como se nada tivesse acontecido. E eu fiquei lá parada com cara de paisagem, muda só olhando aquele estranho ir embora com fotos minhas.

Depois disso achei que talvez o parque não fosse o lugar calmo pra ler um livro como pensava. Alias, o parque é um lugar muito perigoso e NUNCA mais volto lá sozinha!! Nunca se sabe quando podemos ser atacados por um bando de japoneses furiosos. Medo!!

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